Sábado, 22 de Setembro -

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    Mais de cem anos marcam a luta contra a discriminação

    Entrada no mundo do trabalho, direito ao voto, mudança de comportamento, pílula anticoncepcional, liberdade sexual e afetiva, divórcio, luta por melhores salários e por igualdade de direitos. Tudo isso começou há cem anos pelas mãos das primeiras feministas que lideraram greves, revoltas e desafiaram a sociedade. Comum histórico de lutas e conquistas, um dos movimentos sociais mais importantes do século 20, o feminismo ainda continua necessário e atual. O Dia Internacional da Mulher começou com Clara Zetkin, em 1910, propondo o 8 de março como um dia de luta para as mulheres em todo o mundo. Mais de um século desta conquista simboliza a busca pela igualdade social entre homens e mulheres. Um marco para as feministas que ousaram exigir respeito, espaço e poder. Hoje as mulheres fazem suas próprias escolhas, são autônomas, independentes e capazes de assumir qualquer tarefa. As mulheres conquistaram a liberdade, embora ainda haja um longo caminho a ser trilhado para uma sociedade mais justa e igualitária para todos. Apesar dos avanços, muitas ainda são vítimas da violência, do preconceito e do machismo. Por outro lado, temos exemplos fortes de que o centenário de lutas contra a discriminação da mulher começa a surtir efeito. Temos exemplos fortes em casa, na família, no mercado de trabalho, e no compromisso com a identidade sexual que cada vez mais mulheres vêm assumindo. Na política, apesar de poucas, são fortes.   No poder executivo o número é maior, com mais mulheres ocupando cargos importantes. O destaque vai para o Fundo Social dessas cidades, comandados pela primeiras-damas de cada município que, com jornada dupla, assumiram a missão de cuidar de suas casas, dos filhos, e de um dos órgãos mais importantes das cidades.

    Aline Lins – Primeira dama e presidente do FSS de Osasco
    “Para conciliar a vida pública com a pessoal, tenho uma boa equipe que me permite cumprir horários na administração pública, para que eu possa acompanhar a rotina das crianças, como lição de casa, reuniões na escola e outras atividades. Além disso, tenho suporte em casa também. É importante manter essa assistência para que não haja conflitos entre as duas áreas.  São duas áreas da minha vida que trato com muito amor e dedicação. Quando há amor envolvido, a rotina – mesmo que dupla – fica mais fácil e muito mais produtiva.  Como presidente do Fundo Social de Solidariedade pretendo reforçar a oferta de cursos profissionalizantes, a exemplo do Mãos do Futuro, para formar e qualificar a mão de obra e, assim, permitir que as pessoas conquistem seu próprio espaço no mercado de trabalho”.

     

    Sônia Furlan – Primeira dama e presidente do FSS de Barueri
    Conciliar não é fácil. De um lado a família que amo cuidar, que precisa de cuidado, atenção e carinho, do outro, pessoas carentes de toda uma cidade. Sou muito organizada. Acredito que essa característica me ajuda bastante no meu dia a dia.“Gostaria que lembrassem de mim como uma mulher que se preocupa com as outras e que acredita na solidariedade como forma de amenizar as dificuldades que as pessoas enfrentam.

    Márcia Barufi – Primeira dama e presidente do FSS de Jandira
    Na verdade, não mudou muita coisa, pois continuo a cuidar das minhas meninas e do meu esposo. Concilio minha vida pessoal com a pública com muita correria, mas é muito gratificante fazer o bem, sem olhar a quem. A marca que quero deixar é de uma primeira-dama sensata e que ajuda o próximo estimulando a capacitação e a qualificação dos moradores para que eles alcancem novos desafios”

    Lisianne Soares Presidente de Honra do Acolher Fundo Social de Solidariedade de Itapevi
    “Com determinação e muito jogo de cintura, este último bem peculiar a nós mulheres, consigo conciliar a vida pública, pessoal e profissional. Afinal de contas, antes de casar com o Igor, já era servidora do Tribunal Regional do Trabalho, onde coloco em prática os cinco anos de faculdade. Com o casamento, somei minha vida profissional aos afazeres domésticos enquanto esposa, e ainda, desde 2017 como voluntária nos trabalhos desenvolvidos no Acolher – Fundo de Solidariedade de Itapevi. Mas Deus solicita e capacita sempre! Sigo tendo por objetivo possibilitar que as mães tenham auxílio da gestão municipal na educação dos filhos e possam buscar formação profissional. Em breve teremos a sede do Acolher – Fundo Social de Solidariedade de Itapevi, onde iremos oferecer diversos cursos às mulheres; um caminho para viabilizar a reinserção no mercado de trabalho ou crescimento dentro da área de atuação”

    Selma Cezar – Primeira dama e presidente do FSS de Santana de Parnaíba
    É uma loucura conciliar a vida pessoal com os compromissos do Fundo Social, às vezes me sinto o waze recalculando o tempo para conseguir fazer o meu melhor dos dois lados. Sempre com muito prazer, satisfação de servir a população, fazer um trabalho eficaz, de resultado que possa deixar de legado para a próxima presidente do Fundo Social de Santana de Parnaíba e até ser exemplo para os municípios vizinhos, com os programas Mãe Parnaibana e Bebê Passo a Passo, por exemplo, que são projetos criados por nós e que tem ajudado a diminuir a mortalidade infantil da nossa cidade.