Quarta-Feira, 13 de Dezembro -

  • Hospital Antônio Giglio deve chegar a 240 leitos em até 30 dias

  • Dr. Ricardo Emiliano Rodrigues Sanches, presidente da OS e Evandro Ruck, assessor da nova OS

    Desde o dia 1º de agosto o Hospital Municipal Antônio Giglio passou a ser administrado pela OS (Organização Social) Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV) que foi contratada em caráter emergencial e escolhida por apresentar melhores indicadores na área de saúde, qualidade e eficiência no atendimento e menor custo à administração. Nesta terça-feira, 08/08, o presidente da nova OS, Dr. Ricardo Emiliano Rodrigues Sanches, recebeu o jornal A Rua onde informou que uma das principais metas da unidade é aumentar o número de vagas do Hospital. “Nossa meta é em até 30 dias chegar ao número de 240 leitos no Hospital. Além disso, queremos ampliar o número de vagas na UTI Infantil, que hoje, só dispõe de 7 leitos, no entanto, apenas 5 estão funcionando, mas queremos chegar a 10 leitos”, explicou.

    A troca da Organização Social foi realizada após o prefeito Rogério Lins detectar algumas irregularidades na antiga gestão, feita pela Fundação ABC. Uma das queixas em relação a antiga gestora era a falta de vagas para atender pacientes, internados em estado grave, nos Prontos Socorros da cidade. Até dia 31 de julho, o Hospital dispunha de 180 leitos, sendo que apenas 53% desse total era utilizado. “Assim que iniciamos a transição, nós detectamos uma baixa de ocupação dos leitos. Além disso, percebemos que muitas áreas no hospital estavam desocupadas ou fechadas. Além disso, percebemos que não havia uma interação com os demais prontos socorros da cidade, ou seja, a rede estava tendo dificuldades de conseguir transferências de pacientes com quadros de média e alta complexibilidade”, disse revelando que após duas semanas de trabalho o Hospital já dispõe de 206 leitos. “Hoje, a taxa de ocupação do Hospital já está em 80%”, completou.

    Sanches revelou que outra mudança significativa foi a volta do atendimento de Ortopedia, no Hospital, que tinha sido transferido, pela antiga OS, para a UPA do Centro, que fica ao lado do Hospital. “Identificamos que esses pacientes procuravam a UPA, no entanto, se eles precisassem de uma intervenção cirúrgica, era necessário pedir uma ambulância e pedir a transferência para o Hospital. Agora não. O paciente vem direto no Hospital, se precisar de cirurgia já fica internado, se não precisar, ele recebe atendimento é medicado e pode ir embora”, disse revelando que apenas essa mudança diminuiu a demanda de consultas na UPA, que também é administrada pelo Instituto Social Saúde Resgate à Vida. “Nós detectamos que a UPA recebia por dia cerca de 200 atendimentos relacionados a ortopedia. Com essa mudança, nós conseguimos atender melhor o paciente e, consequentemente, agilizar o atendimento na UPA”, pontuou.

    De acordo com Sanches entre as metas da OS estão, além do aumento de leitos e UTI Infantil, a reativação de salas de Centro Cirúrgico. “Hoje, temos cinco salas, mas apenas duas estão funcionando. Temos que fazer essas mudanças, pois, o hospital tem uma demanda muito grande, e assim, poderemos fazer com qualidade as cirurgias de emergência, e também, as agendadas. Se tudo correr dentro do esperado, também entregamos os novos centros cirúrgicos em até 30 dias”, garantiu.

    O hospital também deve ganhar uma “Sala Vermelha” que será destinada para o atendimento de pacientes que chegam em estado grave. “Hoje, não temos um espaço adequado para atender um paciente que chega em estado mais delicado, esse atendimento acaba sendo realizado na frente de pacientes que estão internados. Então vamos criar essa sala para fazer um atendimento mais adequado”, afirmou.

     

    Hemodiálise

    Outra mudança de serviço no Hospital tem relação com pacientes internados por problemas renais e que necessitavam de realização de hemodiálise. “No caso da hemodiálise, teve algum problema com a outra instituição, já que nós tínhamos um paciente que estava internado a 211 dias aqui no hospital. Diante disso, fizemos um convênio com a Unasco e já conseguimos realizar a hemodiálise dos 15 pacientes. Isso significa que conseguimos resolver o problema dos pacientes e, assim, por consequência, liberar 15 leitos”, explicou dizendo que para a realização do serviço foi contratado um serviço para realizar o transporte dos pacientes até o local da hemodiálise. “Esse paciente é levado até a instituição, faz o tratamento e depois pode ser levado para casa e não precisa ficar dentro do hospital. Com isso, conseguimos uma rotatividade e acabar com a fila”, completou.

     

    Integração da rede

    Uma das metas da nova OS é realizar a integração da rede de saúde, fazendo assim, com que a transferência de pacientes em estado grave se torne algo mais rápido. Para isso, devem ser realizadas reuniões constantes entre a Secretaria de Saúde e o departamento Secundário que faz o gerenciamento dos Prontos Socorros. “Quando um paciente grave estiver no Pronto Socorro nós termos um link direto, através do Núcleo Interno de Regulamentação (NIR). Antigamente essa demanda era encaminhada para a UPA do Centro, então, o paciente grave estava no Pronto Socorro, e a vaga era pedida para a UPA, quando, na verdade, esse paciente deve ser transferido para o Hospital. Além disso, queremos ter um controle das vagas para otimizar da melhor forma”, explicou Sanches enfatizando que o objetivo é trabalhar em rede. “Temos que aproveitar todas as vagas existentes nas unidade, então, nosso foco é trabalhar em rede, pois assim, vamos conseguir garantir um melhor atendimento aos pacientes”, completou.

    Segundo o Dr. Evandro Ruck, que presta assessoria para a OS, a nova gestão é manter a interação da rede e o diálogo com a Secretaria de Saúde. “Não dá para se fazer saúde com uma república independente. O hospital tem que trabalhar em rede com as UPAS, com os prontos socorros.Então, toda as ações que vamos tomar aqui será feita juntamente com o secretário da saúde”, finalizou.

     

    Lins defende sindicância no Hospital

    Durante visita na Câmara de Osasco, nesta terça-feira, 08/08, o prefeito de Osasco, Rogério Lins defendeu a abertura de uma sindicância para investigar a gestão da Fundação ABC, antiga OS (Organização Social) que administrava o Hospital Antonio Giglio. Segundo Lins, informações preliminares indicam que a unidade não era dedetizada há 5 anos. “Há informações, que ainda vão ser apuradas, de que há mais de 5 anos o hospital não era dedetizado e desratizado. Isso ainda vai ser apurado, mas agora já fizeram toda a higienização”, disse revelando que o conselho gestor de saúde estão fazendo sindicância de vários casos de irregularidades que aconteceram na local. “Se for necessário vamos fazer todos as intervenções judiciais”, explicou.

    Ainda durante entrevista à imprensa, Lins defendeu a contratação da OS (Organização Social) Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV) que resultará em economia de R$12 milhões por ano aos cofres municipais. “As mudanças são significativas e o principal, mudou a postura. As pessoas reclamavam muito da dificuldade de transferência. O Hospital estava funcionando com 53% da capacidade de leitos e em uma semana já está funcionando com 80%, mas vamos chegar a 85% ou 90%. Quando finalizarmos o hospital de retaguarda, no Pronto-Socorro do Jardim D’abril, chegaremos a 100%, pois depois dos procedimentos esses pacientes podem ser transferidos para esse espaço de retaguarda”, completou Lins.

    Lins também falou da economia com o novo contrato que deve economizar R$ 1 milhão por mês. “O contrato vai custar para o poder público municipal R$ 1 milhão a menos por mês, ou seja, por ano, teremos uma economia de R$12 milhões. Esse novo contrato vai oferecer mais serviços para a nossa população para atender com mais celeridade e qualidade, o que é uma meta do nosso governo”, concluiu o prefeito.