Sexta-Feira, 20 de Julho -

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    Emidio de Souza representa Lula em congresso de prefeitos

    O fato de estar ausente do painel dos presidenciáveis do Congresso da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), realizado nesta quarta-feira (13) em Florianópolis, não impediu que a voz e as ideias de Lula ficassem de fora do evento.
    O secretário Nacional de Finanças do PT, Emidio de Souza, marcou presença, representou o ex-presidente e leu uma carta escrita por Lula para os prefeitos e lideranças políticas de Santa Catarina, que ali estavam para compartilhar desafios e apresentar soluções para o país.
    Ao se dirigir a um público de administradores municipais, Emidio lembrou o período em que foi prefeito de Osasco e de como a função deixa marcas. “Ser prefeito tem, sim, tanta alegria. Quando você consegue entregar um serviço novo, uma obra nova e atender o munícipe deixam marcas na alma que ficam para sempre”, disse.
    Antes de dar início à leitura do documento, Emidio deixou claro que era o próprio Lula quem deveria estar ali, apresentando aos brasileiros as propostas que podem recolocar a nação no lugar que lhe é reservado na história. “Sou o único não presidenciável que ocupa essa tribuna nesse espaço aberto pela FECAM e o faço porque vocês sabem que quem era para estar no meu lugar está preso injustamente, por um processo sem provas. Um preso político. Uma vergonha para a nossa democracia”, afirmou.
    Em sua explanação, ele frisou que Lula, “que chegou a projetar o nome do nosso país de maneira tão positiva”, está “amargurado por não poder correr as ruas do seu país que ele tanto ama e abraçar o povo que tanto gosta e que também gosta dele”.
    Na mensagem lida por Emidio, Lula falou sobre a forma que seu governo se relacionou com prefeitos do período, fez críticas à política de preços da Petrobras e o teto de gastos implementado por Michel Temer e até mencionou a morte do reitor da Unidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.
    Ao final, Lula encerrou a carta com uma mensagem de otimismo falando que quem decide os governantes é o povo e que amanhã será outro dia.