Jornal A Rua

Quinta-Feira, 16 de Agosto -

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    Dr. Lindoso fala sobre desafios como pré-candidato a deputado estadual

    Elissandro Marcio Silva Lindoso, nasceu na cidade de São Luiz do Maranhão.  É médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mas antes de fazer medicina fez 2 anos de Direito e Administração de empresas na mesma Universidade. Identificou-se na área da saúde e realizou diversas especializações pelo Estado de São Paulo, sempre se destacando e muitas vezes ocupando o primeiro lugar.

    É membro da associação Pan-americana de Banco de Olhos (APABO), e tem especialização em transplantes de córneas no CorneaResearchFundationofAmerica em Indianapolis, nos Estados Unidos.

    Está na cidade de Osasco há vários anos, onde começou a atuar atendendo as comunidades carentes da cidade. Hoje é um dos Diretores do Instituto da Visão de Osasco (I.V.O.). Foi na medicina que Doutor Lindoso, como carinhosamente é chamado pelos corredores, encontrou uma forma de ajudar as pessoas. Em 2016, foi eleito o Vereador mais votado do Município de Osasco com 6.214 votos e eleito Presidente da Câmara Municipal de Osasco para o biênio 2017-2018.  Agora, Dr. Lindoso encara um novo desafio: disputará as eleições de 2018 para o cargo de deputado estadual, pelo PSDB, onde carregará a bandeira da Saúde na Assembleia Legislativa.

     

    Este é o seu primeiro mandato como vereador, e se eleito, terá que deixar a câmara municipal. Porque você decidiu se candidatar ainda no meio do exercício do seu mandato?

    Eu estava resistente à ideia, não queria ser candidato neste momento, mas muitas coisas aconteceram que me fizeram tomar essa decisão. Primeiro, o partido me pediu isso, tanto o Bruno Covas quanto o João Dória me chamaram e falaram da importância da minha pré-candidatura e subsequente candidatura a deputado estadual aqui em Osasco com o argumento de que Osasco é uma cidade grande, importante para o Estado, e que precisa de um representante à altura, como tinha antes que era o Dr. Celso Giglio. Então sentei com o meu grupo, com a minha família, e decidimos juntos concorrer às eleições de 2018.

    O que o senhor tem a dizer ao eleitor que votou no senhor para representa-lo na câmara de Osasco?

    Conseguimos fazer um trabalho na Câmara, e das metas que tracei, cumpri praticamente 90 % e dos 10% faltantes, pretendo concluir até o fim do ano. O que eu não concluir, vou dar o pontapé inicial para o próximo presidente continuar. Então eu tenho a sensação de dever cumprido. Digo ao meu eleitor que cumpri de verdade o que me propus a fazer na Câmara e que continue confiando em mim e no meu trabalho.

    Pode falar um pouco desse trabalho?

    Devolvemos telefones corporativos, implantamos o ponto biométrico, reduzimos o número de comissionados… para se ter uma ideia, em 2016 eram 20 assessores e hoje são 8 por vereador. Valorizamos o funcionário público, chamei os concursados, equilibrei o número de comissionados e efetivos fazendo com que a proporção entre os dois grupos ficasse invertida e agora o número de efetivos é superior ao de com cargos em comissão, e agora isso é lei. Também implantamos a Escola do Parlamento porque tinha assessores que não sabiam a diferença entre requerimento, moção… elaboração de ofícios… percebi essa dificuldade, até com assessores meus, e achei importante capacitar esses profissionais. Ela serve também para ajudar a população a diferenciar o trabalho do Executivo e do Legislativo, porque há um pouco de confusão sobre os papeis desses dois poderes. Padronizamos os carros, e hoje não tem um carro para cada vereador. Os veículos são adesivados, rastreados… foram várias medidas. A mais importante é que hoje a Casa de Leis respeita a lei. Antes nós ficávamos num prédio cheio de corredores pequenos, escadarias, sem acessibilidade, sem documentação alguma. Hoje estamos num prédio bem mais adequado além de muito mais barato. Gastávamos 63 mil/mês com aluguel, hoje gastamos 27 mil. Revisamos todos os contratos, abrimos pregões… Com isso conseguimos economizar R$ 17 milhões. É a maior devolução de verba de toda a história da Câmara Municipal.

    Esta é a primeira eleição depois da morte do dr. Celso Giglio. Como o partido está se comportando com seus candidatos sem seu principal mentor em Osasco?

    Nós perdemos uma grande liderança, mas na região temos um outro líder importante que é o Rubens Furlan, juntamente com a deputada Bruna. Respeitamos muito essa liderança e o PSDB está unido, vindo com força, em Osasco vindo com dois federais que é o Didi e o De Paula, Eu a estadual… Estamos unidos em prol de um único objetivo.

    Muita gente votava incondicionalmente no dr. Celso, ou na indicação dele. O Senhor pretende lutar por esses votos?

    É óbvio que sim. O Celso foi o melhor prefeito de Osasco, com todo o respeito aos demais. Mas seria muita pretensão da minha parte achar que essa parcela vem toda para mim. Muita gente vai disputar esses votos, e eu vou estar nessa luta também, lembrando que cada candidato tem que respeitar suas particularidades até porque o Celso é insubstituível.

    Segurança é o segundo maior problema nos bairros e o primeiro nos municípios, só perdendo para a saúde. Se eleito, como pretende ajudar o Estado e a população nessa área?

    Acho que a polícia tem que ser melhor estruturada. Eu fiz uma lei delegada, para poder implantar aqui em Osasco, para que os policiais militares e os civis, invés de fazer bicos nos seus dias de folga, que recebem um extra pago em conjunto com a prefeitura para que trabalhem em rondas no município para aumentar nossa segurança. Esse é um dos projetos que posso citar, mas que está parado, travado… Como deputado, poderei despachar diretamente com o secretário de Segurança para destravar isso. Estou nas ruas e sei do problema. Precisamos de medidas efetivas e não só de divulgação fantasiosa… Dizer que tem isso, que tem aquilo, que tem câmeras… tem que ter resultado efetivo. Mas a melhor remuneração não é a única solução. Estado e município precisam trabalhar em conjunto. As polícias precisam trabalhar em conjunto… São três pontos: suprir o déficit, melhorar a condição salarial e trabalhar em conjunto.

    Mas particularmente eu fico muito preocupado com a questão da saúde, e sei que a saúde é o mais preocupante, com a segurança vindo em seguida. Graças a Deus tenho plano de Saúde, eu trabalho, não uso a saúde pública e gostaria que todos não usassem. Não vou ser hipócrita de dizer que uso o serviço público… Posso até usar, mas trabalho muito como médico para dar conforto para minha família e gostaria que a população tivesse também. Entrei na vida pública para que isso acontecesse. Como vereador eu não tenho capacidade de comprar medicamentos, de contratar médicos, mas posso fiscalizar o Executivo para que isso aconteça.

    O sr. é médico… Saúde será sua principal bandeira na Assembleia?

    Minha bandeira será a saúde. Osasco não tem um hospital infantil e criança não pode entrar pela mesma porta do adulto, não pode ficar no mesmo ambiente, porque a resistência é diferente. Na devolução dos 17 milhões eu sugeri que fosse feito algo nesse sentido. Se não um hospital, mas uma ala para a pediatria… Vou bater nesse ponto em Osasco. Se a prefeitura não puder fazer vou tentar via Estado. O Celso não trouxe o Icesp? Eu vou tentar trazer o hospital infantil…

    Só em Osasco vemos despontar alguns nomes bem conhecidos que concorrerão a deputado estadual nessas eleições. Qual o diferencial da sua campanha e das suas propostas em relação a eles?

    Não gosto de fazer comparações. Cada um tem o seu jeito e eu respeito todos os candidatos. Vou deixar para a população analise isso. O povo é que vai analisar de acordo com as propostas e convicções de cada um

    O senhor acha que ser um nome relativamente novo neste cenário o ajuda ou atrapalha?

    As propostas podem ajudar. Só o fato de ser novo não quer dizer tudo. O que mais vai ajudar é a ficha do candidato, que tem que ser limpa, e as propostas, que vão pesar bastante na decisão do eleitor.

    Candidatos de outros municípios também conquistam votos osasquenses. O senhor defende o voto distrital?

    Defendo o distrital misto, mas o Brasil ainda não está preparado. Não dá para comparar o Brasil com a Alemanha, não dá para comparar o Brasil com países de primeiro mundo. Temos primeiro que cessar a corrupção e cessar a mentalidade de que a vida pública é para se beneficiar. A proposta é boa mas o Brasil ainda precisa se preparar para que isso aconteça.

    Em Osasco, Bruna Furlan tem declarado apoio ao Cláudio Piteri. Como o senhor vê essa situação e quem o sr. vai apoiar a federal?

    Vejo com naturalidade. A Bruna é uma grande liderança, o Cláudio é um bom candidato, tem o trabalho dele… Ela vai dobrar com ele e vai dobrar comigo. Todos sabem que a Bruna dobrava com o Celso e ela perdeu esse referencial em Osasco. Nada mais certo do que ela procurar um novo referencial, e ela escolheu a nós dois.

    Queria que o senhor fizesse uma breve avaliação do governo de Osasco até para que o eleitor saiba como o senhor se posiciona a respeito.

    É um governo que deixa a desejar. As pessoas criaram expectativas, inclusive eu, que acabei ajudando e votando, no segundo turno fomos para a base para apoiá-lo [Rogério Lins] mas é um governo que está deixando a desejar. Não sou eu quem está dizendo isso, é a população, e é geral. Não consigo entender o que está acontecendo. Ainda tem tempo e espero que Deus o ajude para que ele consiga ajudar o povo. Não sou dos que pensam quanto pior melhor.

    Como o senhor avalia a escolha do partido pelos nomes de dória ao governo do Estado e Alckmin à presidência?

    O Dória é uma grata surpresa na política. Ele já está realizado profissionalmente como empresário, publicitário… não precisaria se envolver na política, mas ele entrou pra poder ajudar. Vejo como o nome mais adequado para ser governador do nosso Estado. O Alckmin é indiscutível. Tem formação, já foi vereador, presidente da Câmara, prefeito, deputado estadual, deputado federal constituinte, vice-governador, governador por vários mandatos, cresceu junto com Mário Covas… a experiência fala por si. Não vejo outro nome para a presidência do Brasil. Ele já foi testado em outros momentos e tem experiência para levar o Brasil nesta fase em que está.