Jornal A Rua

Sexta-Feira, 17 de Agosto -

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    Dia da indústria – É hora de pensarmos em políticas públicas para a melhorar o desempenho do setor Gelso Lima *

     

    Ainda que São Paulo siga na liderança quanto ao crescimento da indústria no País, respondendo por cerca de 30% da produção industrial nacional, o setor ainda enfrenta dificuldades, oscilando entre avanços e recuos, diante das incertezas do nosso atual momento político e da lentidão da recuperação econômica do país.

    Neste 25 de maio, não há muito a se comemorar, vivemos um momento tenso, ainda mais diante da greve dos caminhoneiros, que afeta a economia como um todo, motivada pela alta dos combustíveis, principalmente do diesel, do qual depende a circulação de mercadorias em nosso país.

    Além disso, pensando historicamente, vimos de um processo anterior de desindustrialização. Osasco passou por isso, a partir da década de 70, assim como o grande ABC, que foi berço da indústria automotiva. Ainda temos uma saída para que estas regiões, bem como outras, voltem a atrair empresas. Todavia, é essencial que o Estado ofereça políticas públicas voltadas à indústria, visando a formação de mão de obra e produção casada, além de incentivos fiscais.

    Se formos analisar, nossa região é um polo de ensino superior e técnico, de grande protagonismo no Estado – principalmente em se falando de Osasco, Barueri e Carapicuíba. Este público estudantil pode fazer parte de uma retomada ou um fortalecimento da indústria, como mão de obra e como executores de pesquisas importantes para o setor, o que além de auxiliar na retomada, surgiria como uma ótima oportunidade aos alunos. Nosso grande contingente educacional pode ser aproveitado também como gerador de tecnologia.

    Além deste quadro que apresenta um grande potencial, entendo que devemos identificar, por meio de mecanismos locais e metropolitanos, as áreas degradadas e/ou abandonadas pelo êxodo das indústrias nas décadas passadas, e também pela mudança de perfil da atividade econômica na região, para que possamos planejar e retomar o uso dessas áreas de forma sustentável, sem promover desequilíbrios e/ou conflitos urbanos e, assim, promover um novo ciclo de desenvolvimento com atividades econômicas.

    O estado tem que ser mais agressivo e construir com o setor e a sociedade, uma politica de desenvolvimento econômico, em particular para o Setor Industrial. Precisa planejar , induzir e propor, não ficar à reboque e vendo o esvaziamento e migração das atividades  industriais e econômicas para outros estados da nação. . É preciso sentar, conversar, propor, planejar e agir, ter vontade política, para voltarmos a ter um cenário mais otimista.

    *Gelso Lima é pré-candidato a deputado estadual