Quarta-Feira, 22 de Novembro -

  • Conheça as belezas e encantos da Chapada do Araripe

  • Diferentemente dos Parques Nacionais, os Geoparques são territórios que podem ser habitados e a conservação, valorização e educação, tanto do patrimônio geológico como dos atrativos naturais e culturais, encontram-se a serviço do desenvolvimento sustentável.

    Alguns atrativos turísticos proporcionam memórias inesquecíveis ao viajante, mesmo não estando incluídos nas listas dos roteiros mais recomendados. É o caso do Geoparque Araripe, localizado na Chapada do Araripe, região do Cariri (CE). No local, o turista conta com 9 sítios geológicos e paleontológicos com registros de milhões de anos, em 6 municípios do sul do Ceará:  Batateiras (Crato), Pedra Cariri e Ponte de Pedra (Nova Olinda), Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz (Santana do Cariri), Cachoeira de Missão Velha e Floresta Petrificada (Missão Velha), Riacho do Meio (Barbalha), e Colina do Horto (Juazeiro do Norte).

    Com 3.441 km², e instalado na confluência dos sertões do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí, o Geoparque Araripe é o único representante brasileiro que integra a lista do Programa Internacional de Geociência e Geoparques (IGGP, sigla em inglês) da Unesco.

    O local preserva vestígios da presença humana há 30 mil anos. Museus como o de paleontologia de Santana do Cariri ajudam o visitante a entender a região antes e após a presença humana na terra.

    Além da beleza singular, a Chapada do Araripe e o Vale do Cariri formam uma das regiões de maior originalidade cultural do Brasil, com destaque para o folclore, a religiosidade, o artesanato e a gastronomia.

    Conhecer e apreciar esse patrimônio diversificado e alternativo exigem espírito aventureiro e disposição para viajar de voltar ao tempo em que a América do Sul e a África formavam um só continente. Passado e presente caminham juntos, por exemplo, na Colina do Horto. O monumento geológico de 650 milhões de anos, na zona urbana de Juazeiro do Norte, reúne vários atrativos como a estátua do Padre Cícero, o Museu Vivo do Padre Cícero e a trilha do Santo Sepulcro, local onde o Padre Cícero pregava os princípios ecológicos de proteção da Caatinga.